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Doença Carotídea

Atualizado: Ago 4




A doença cerebrovascular é a terceira causa de óbito da população e a segunda causa de óbito entre as doenças cardiovasculares. A doença da artéria carótida é a terceira maior causa de acidentes vasculares cerebrais (AVC), levando a mais de 50 milhões de mortes por ano em todo o mundo.


As artérias carótidas, juntamente com as artérias vertebrais, localizadas no pescoço, são as artérias que fornecem o fluxo sangüíneo para o cérebro. A estenose da carótida é uma doença que ocorre quando as artérias carótidas se tornam estreitas ou ficam obstruídas. A estenose das artérias carótidas ocorre mais comumente devido à aterosclerose, quadro em que ocorre o espessamento patológico da camada íntima da artéria, levando ao acúmulo de gordura e à formação de placas (ou ateromas) na parede do vaso.


A placa de ateroma compromete gradualmente as artérias, fazendo com que o espaço para a passagem do sangue fique cada vez mais estreito e podendo chegar à obstrução (entupimento). Nas artérias carótidas, ainda, pode ocorrer a ruptura da placa pela força da passagem do sangue, levando à embolização (quando os fragmentos da placa alcançam a circulação cerebral e causam o entupimento de um vaso de menor tamanho, provocando um AVC ou derrame).


Os fatores que aumentam o risco de doença da artéria carótida incluem pressão arterial elevada, tabagismo, diabetes, altos níveis de colesterol e triglicerídeos, histórico familiar, idade, obesidade, apnéia do sono e sedentarismo.

Em seus estágios iniciais, a estenose da carótida muitas vezes não manifesta quaisquer sinais ou sintomas. Geralmente, uma pessoa só descobre que tem estenose da carótida quando o problema já tiver causado as suas tradicionais complicações, como um AVC ou ataque sistêmico transitório (AIT). Na sua forma mais comum, o AVC provoca uma súbita perda dos movimentos em um lado do corpo (braço e/ou perna), e eventualmente perda da fala, mas pode ser até mesmo fatal. Tais sintomas podem se reverter total ou parcialmente com o tempo, ou deixarem seqüelas graves. O quadro clínico do acidente vascular cerebral (AVC) dependerá da localização da isquemia e do tempo de duração.


O exame inicial para confirmação da doença carotídea é o ultrassom-Doppler, um exame simples, não-invasivo, sem o uso de radiação ou de contrastes e que não requer preparo prévio. Neste exame, o médico pode ver as placas de ateroma e avaliar o grau estreitamento das artérias. Dependendo do quadro do paciente, a tomografia computadorizada com contraste ou a angiografia (cateterismo) são usados para confirmar definitivamente a doença e auxiliar no planejamento do tratamento.


O objetivo no tratamento de estenose da carótida é prevenir um acidente vascular cerebral. O tratamento poderá ser clínico ou cirúrgico, na dependência do grau de estreitamento das artérias e dos sintomas do paciente.


Se o bloqueio for pequeno e não muito grave, o médico poderá recomendar algumas mudanças no estilo de vida e prescrever alguns medicamentos específicos para controlar a pressão arterial, manter o colesterol mais baixo ou evitar a formação de coágulos sanguineos, por exemplo.


Se o bloqueio for grave ou se o paciente já teve um ataque sistêmico transitório ou um acidente vascular cerebral, o médico pode recomendar a remoção do bloqueio da artéria.


Uma das opções é a endarterectomia de carótida (cirurgia convencional), que pode ser realizada sob anestesia geral ou sob bloqueio anestésico regional. Nela, o cirurgião vascular faz uma incisão (corte) no pescoço e remove cirurgicamente a placa de dentro da artéria. Assim, o sangue volta a fluir normalmente pela artéria e o risco de AVC diminui substancialmente. É uma cirurgia que costuma levar de uma a duas horas e com resultados muito bons quando adequadamente indicada.


A outra opção é a angioplastia da carótida. Neste procedimento, é realizada anestesia local e o cirurgião faz uma pequena punção na virilha, por onde é inserido um cateter até a área da obstrução arterial. Uma vez perto da lesão, coloca um “stent”, que dilata o estreitamento da artéria, fazendo-a voltar ao tamanho original.


A estenose da carótida, se não devidamente tratada, causa cerca de 10 a 20 por cento dos acidentes vasculares cerebrais. O AVC é uma emergência médica que pode deixá-lo com danos cerebrais permamentes e, em casos graves, pode ser fatal. A prevenção é a melhor medida para o tratamento da estenose da carótida.



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